Não é a busca pela perfeição, é somente uma disciplina que norteia meus atos, algo que, imagine, está sempre se auto criticando, umas regras de velhas sortes que ainda dão certo. Eu não busco a perfeição, eu busco a realização. Eu não busco a idealização, eu busco a noção exata do que tenho, se possuo e o que possuo. Edifico passos possíves ao passo das palmas que ecoam ainda desde aquelas velhas cantigas cantadas nas juninas de minha infância. Eu busco edificar lembranças. Eu, não busco a perfeição. Eu não me perco. E não quero que te percas.
Eu faço escolhas mais difíceis agora. Não são opções difíceis a fazer, mas o modo de toma-las é que torna tudo complicado. Antes de pensar em mim eu tenho que lembrar do espelho. Após ter aceito, eu só posso pensar nos meus, e em suas difíceis escolhas. Eu faço escolhas mais difíceis agora.
Eu não me perdoou!
Cheers!
sábado, 7 de novembro de 2009
Representa para mim?
terça-feira, 3 de novembro de 2009
As ondas que vibram
Eu nunca mais havia sentido meu coração pulsar desse jeito. A vida está me presenteando com surpresas incomuns. Mas, é tão difícil continuar?
Cheers!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Para você
O amor alcança limites que pareciam inalcansáveis. O amor supera barreiras antes intransponíveis. Ele eleva minha frequencia cardíaca, é totalmente instável, contrariando minha autocrítica, a arma mais poderosa a favor da minha ansiedade. É o amor.
Ela veio assim, devagar, me conquistou suave. Olhos nos olhos, sempre inquietos, às vezes uma porção dentro dos meus, às vezes tão distantes. E eu não via o que era certo, mas sabia o que eles diziam. Fez nascer vida no deserto árido. Trouxe chuva ao recanto onde não há eco, mas só poeira e dor. Então eu me convenci, havia estado muito tempo no frio de longas noites...
Ela veio assim, devagar, me conquistou suave. Ela tem medo, ela tem dúvidas, eu sei, eu sei. Já não diz os tão bem preparados "nãos", mas agora os tão fáceis "o que foooi?", e se faz de menina. Não, ela não é só uma menina, há uma mulher! E me faz tão feliz. Ela me faz feliz, e começa a ver isso, começa a aceitar isso.
Há algo nos olhos dela. Há algo nos olhos dela. Há algo dentro de mim que...
Cheers!
sábado, 31 de outubro de 2009
Hoje não!
Hoje eu queria escrever só palavras doces, mas não vou. Apesar de meu coração estar sereno e feliz, há algo agora que me preocupa. E não, este blog não trata de certos assuntos.
Talvez amanhã...
Cheers!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Mecânica
Ela sorria tão singela, e parecia carregar consigo uma felicidade maior que seu corpo. Simples modo de levar a vida, mistérios fundados nos olhos, uma sempre marcante expressão de seriedade, talvez uma má expressão de minha parte, óculos, e o franzir da testa. Dizer coisas ao ouvido, receber afago imediato. Ela só me diz não! Ela só me diz não!
Parece enternecida pelo alvo sentido do muito gostar, mas são só palavras. Haveriam outras palavras? Eu perco o caminho dos meus olhos. Meus olhar encontra o dela. Eu a olho nos olhos, quanta bravura, quanta covardia. Ela só me diz não! Ela só me diz não!
Eu só queria, da minha vida, um porto seguro nos olhos dela...
Cheers!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Pesadelo, O
Eu sou uma árvore seca, plantada num árido deserto, cercado de folhas secas, e mato queimado pelo sol, distante léguas da civilização pulsante, acreditado da renovação da vida, curto verão, longo calor. Eu sou uma árvore seca que nunca dará frutos, plantada numa árida ilusão, cercado de deserto e distante léguas da renovação da vida...
Cheers!
Ainda mais longe do pesadelo
Eu sou uma árvore seca, plantada num árido deserto, cercado de folhas secas, e mato queimado pelo sol...
Cheers!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O lenço para a moça
O suspiro lento da moça, um afago, retiro um lenço do bolso e enxugo as lágrimas dela. Naquele momento todos ali, naquela praça escura, eram meros personagens cinzas. Ela tenta se recompor, mas não consegue. Entrega-se ao choro. E eu me dano dentro de mim, odeio ver cena tão triste. Tento alcançar a mão dela. A esquerda, ela esquiva, a direita, ela esquiva novamente. A quem olha parecemos um casal brigando. Mas há no universo uma razão para tanto lamento. E essa razão não sou eu.
Eu sempre desejei a quem me faz feliz o triplo da mesma receita. Desejo estar sempre solícito quando desta alcunha de amigo, ou apenas presente quando da de companheiro. E ser justo me parece ser tão mais nobre. Mas ali, naquele momento marrom, onde o cheiro da pele dela mudara tão repentinamente, a nobreza não vestia seus saltos. Era tão plebeu chorar em público. E ela desabara a chorar por injusta razão. Razão que eu ainda não conhecia.
Sondei-a com minha perguntas. Eram doloridas demais. Não para mim, mas as respostas. Eu sou um ser sem coração que percebe o coração do outro. Eu sou a águia que não pousa antes da boa caçada. Eu sou um insensível. Passo a cobri-la com meu corpo, afim de esconder seu pranto. Ela somente responde. Era mais fácil esconder, que saber da razão. Então ficamos lá, como um casal que briga, abraçados, como um casal que termina. Termina. Só.
Cheers!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Aonde eu estava
Eu não estava ali. Não exatamente ali. Havia somente um corpo lá. A mente voava ao vento dumas lembranças bem escarninhas. A alma vagava por um oblíquo destino. Eu não estava ali, suportando aquilo. Eu estava em vários lugares...
Cheers!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
À Flora
O príncipe aprende com a raposa que ele é rico de uma rosa, que o cativou. Então ele vai às demais rosas.
- Vós não sois absolutamente iguais a minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda: Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o para vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
Conhecida esta verdade, a raposa ensina ao principezinho a maior lição que se aprende quando se cativa um outro ser.
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
O essencial é invisível para os olhos, repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... Repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... Repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.
Essa é a maneira que eu aprendi que eu também sou rico de uma rosa. Uma rosa não, uma flor. Uma flor não, uma Flora! Que no meu íntimo é rainha de tanta coisa. Que no meu coração vive. Uma Flora que me cativou, e por quem eu serei eternamente responsável...
Parabéns por mais um ano, Flora da família Valls!
Cheers!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Transliteração densa
Achei que o amor fosse um eco guardado num pote, no alto da prateleira esquecida daquela sala mais longínqua de minha mente. Não havia fuga. Não haviam termos usuais. Era mesmo o amor ali naquele pote. A barganha havia sido descoberta. Mas a lascívia está num pote maior. O que fazer?
Garanto sermos noite por todo os dias. E quando passeia a luz, os outros se escondem. Coração de pedra, é o eco, é o eco. Coração de pedra. É o eco, o eco, o eco, o... eco...
Cheers!
Boyfriend
Acordei ao seu lado, vi no cinzeiro os rastros da noite anterior. Estavam pelo chão papéis, peças de roupa, um violão, copos com a numeração raspada e uma vergonha na cara abandonada, pândega. O calor era insuportável. Olhei para o outro lado e vi uma janela fechada. O corpo pesava, acho que o vinho me escravizava, e nem meu olhos queriam permanecer abertos. Me voltei para o teu lado e vi que teu cabelo era mais claro que eu pensava. Duas covinhas ladeando uma boca pequena e carnuda, uma tez firme. Restos de maquiagem de noite. Meu corpo ousava me desafiar. Eu não podia levantar. Segurei em tuas ancas, aninhei-me no teu colo suado e fechei os olhos...
Uma hora depois nós acordamos. Custo pela noite: 80 reais.
A transa foi boa, se os sintomas persistirem, eu deverei ser consultado.
Cheers!





